-Maradona o Pelé?
-Pelé.
-Maradona.
-Pelé.
-Maradona.
-Pelé ou Maradona?
-Maradona.
-Pelé.
Que mais você aprendeu nas suas aulas de português?

-Maradona o Pelé?
-Pelé.
-Maradona.
-Pelé.
-Maradona.
-Pelé ou Maradona?
-Maradona.
-Pelé.
Que mais você aprendeu nas suas aulas de português?

Despenteia de leve seus cabelos, passa o batom vermelho carmim e, deixando o All-Star de lado, abotoa o salto alto. Treinando seu olhar em frente ao espelho, Amanda procura em si uma garota de programa. Insiste em achar, mas tem que correr contra o tempo. Logo serão dez da noite e deve encontrar Danielly.
Com seu sobretudo de couro, Amanda toma o Grande Circular, e após 20 minutos de pensamentos soltos, desce na W3 Norte e já da parada avista o vermelho dos cabelos de sua amiga. E, como caminhando à forca, ela vai de encontro a Danielly, a qual avisa que está pronta.
Tirando um pouco o peso que ficará em sua consciência, a ruiva questiona novamente Amanda da decisão de se tornar Natalie, e mais uma vez vê a afirmação nos olhos úmidos da jovem. Danielly leva então a recém Natalie à esquina que partilharão por algumas noites até conseguirem um ponto fixo para ela.
A noite fria e as intermitentes luzes do semáforo aceleram ainda mais a respiração de Amanda, que parada naquele meio-fio exibia seu corpo aos carros que passavam. Seu bustiê de lantejoulas refletia as luzes da avenida no ritmo do balanço de seus quadris. Posa como para um fotógrafo, mostra-se irrebatível, expõe-se por trás dos cílios postiços.
“What a wicked game to play/ To make me feel this way…” cantava enquanto esperava. Não saia ao certo o que, somente sabia que sua hora chegaria.
Foi quando um carro parou, e, no mesmo instante, Amanda arrepiou-se. Sentiu um gosto de amargo na boca e suas pernas bambearem. Seus olhos pesaram num intenso piscar de olhos que lhe deu coragem de se aproximar do homem naquele automóvel luxuoso.
Curvou-se, deixando à mostra seu avantajado busto como lhe fora ensinado. Olhava fixamente aquele que seria seu primeiro cliente. Seu olhar o atravessava, estava afogada em pensamentos quando ouve um grito.
– Aê, bunitinha, não tá querendo ganhar uns trocadinhos não, é?!
– Sim, senh… Gostoso. Que quer hoje?, responde sensualmente atônita.
A resposta ela preferia nem ouvir. O homem por trás do paletó azul-marinho já estampava o que viria depois. A barba grisalha e os aros grossos dos óculos compunham a repugnância que formava seu caráter.
Seu espanto enquanto ouvia as propostas do velho homem, que poderia jurar ser um deputado ou qualquer outro corrupto, fazia-se notar. Ainda assim, ele abriu a porta do carro, pedindo que entrasse para conversarem.
Natalie puxou a porta e entrou.
Amanda ficara na parada.

Ohnnnnnnnn!
Há tempos que namoro a Urban Outfitters!
Visitei todas que pude enquanto eu morava nos States, mas desde que fui morar sozinha babo na sua loja online!
Uma pena não entregarem no Brasil, pois quem sofre são as amigas que têm que trazer quando vão passear por aquelas bandas!
Eis minha nova aquisição para a casinha =]

S2

Pala de decoração
Pala do mestrado
Pala dos mash-ups
pala da videoarte
pala do pós-moderno
pala do twitter
pala da corrida
pala do macpro
pala da balada
pala da pala
palada pala
pa ladapa la
padalada


é o seguinte: 87% de todas as músicas que a gente ama são de sofrimento de amor.patsy cline fall to pieces cada vez que vê o ex-amor novamente, ou quando alguém simplesmente fala no nome dele. muita mágoa acumulada. isso sem falar que ela se acha crazy for feeling so blue… é não, amiga, todo mundo já se sentiu assim em algum momento de sua trajetória amorosa.
dá para fazer um tratado sobre o amor através dos tempos via youtube. mais ou menos o que decidi fazer nesta noite de dda.
tammy wynette, por exemplo, faz drink and dial desde os anos 1960: i hope i won’t disturb you with this call/ i’m just in town for such a little while/and i thought perhaps you’d like to hear the news/ jeannie’s grades were the highest in the school. quando se tem um filho, imagino que deva ser até mais fácil manter o contato. quando não…
você liga só pra dizer uma besteira. força a barra bonito. quem está do outro lado tem duas opções: atender ou ignorar. às vezes a pessoa te atende, te encontra e depois volta a te ignorar. às vezes, silêncio, no hay banda. e aí você quer pular naquele pescoço que você já beijou, mordeu e onde tantas vezes se aconchegou.
daí você tenta sair com alguém. a vida ta aí, né? mas, por um tempo, o fantasma ainda ocupa muito espaço. e sabe que até pra isso existe música correspondente?
sylvia canta your nobody called today: sittin’ in a restaraunt and she walked by/ i seem to recall that certain look in your eye/ i said, “who is that?”/ you said with a smile/ “oh it’s nobody, oh nobody”/maybe that explains the last two weeks/ you called me up dead on your feet/ working late again I ask, “who with?”/ you said “nobody, oh nobody”.
no meio tempo, você faz que nem barbara mandrell: sleeping single in a double bed, thinking over things i wish i’d said /i should have held you but i let you go/ now i’m the one sleeping all alo-oh-one.
e ainda dá um bom conselho para os onipresentes momentos heleninha roitman: i’d pour me a drink, but i’d only be sorry/ ’cause drinking doubles alone, don’t make it a par-arty
* mais uma seção a ser atualizada quando eu tiver vontade. o quadro “crying girl” é de roy lichtenstein